HOJE NÃO, JOGA O LOURINHANENSE

Atualizado: Jun 4

(À espera d’) o lugar que merecemos

Vou tentar não confundir ninguém. O Lourinhanense está na divisão Pró-Nacional da AF Lisboa. Feitas as contas, está num quarto escalão do futebol português: Liga, Liga 2, Campeonato de Portugal e… divisões distritais. Na próxima temporada, porém, posso aqui deixar a garantia (e podem vir depois tirar satisfações que eu responderei) estará uma divisão acima. Que, no fundo, é… o quarto escalão do futebol português. Confusos? Nada temam. Ora a Federação Portuguesa de Futebol, aproveitando os tempos de pandemia, resolveu criar um novo escalão no futebol nacional. Uma 3.ª Liga, que ficará entre a 2.ª Liga e o Campeonato de Portugal. Feitas as contas, o Campeonato de Portugal ficará, portanto, como uma quarta divisão. Posto isto, afinal o Lourinhanense sobe um patamar ou, na prática, ficará na mesma? Eu respondo: sobe. E mais: regressa ao lugar que merece. Porque volta ao Campeonato de Portugal, onde já esteve, mas mais do que isso regressa aos escalões nacionais – e não distritais, como nos últimos anos. E, perdoem-me os outros, mas o Lourinhanense é um clube nacional. E, bem perto do centenário, só num escalão nacional faz sentido ver o Lourinhanense a competir. A verdade é que a última época, interrompida logo na melhor fase da equipa, após derrotar em casa o líder Pêro Pinheiro e ficar a um ponto deste, não ditou subida de divisão. A AF Lisboa, com avanços e recuos, beneficiando apenas e só aqueles que tinha mesmo de beneficiar, acabou por ver na reformulação dos quadros competitivos impostos pela FPF a forma de sair de uma autêntica balbúrdia. Com a criação da tal 3.ª Liga, que só entra em ação na temporada 2021/2002, o Campeonato de Portugal do próximo ano será alargado a um inacreditável número de 96 equipas. Nessas, além das que já lá estavam, e das que descem da Liga 2, incluem-se todos os campeões distritais. E, em Lisboa, é o Pêro Pinheiro. Há, porém, uma janela para o Lourinhanense. Ou uma porta, bem aberta, atrevo-me novamente a dizer. Dessas 96 equipas que têm lugar reservado no próximo Campeonato de Portugal, na época de despedida desta competição como o terceiro escalão do futebol português, há muitas (demasiadas, até) que não têm condições financeiras, sobretudo face à pandemia mas não só, de jogar numa competição nacional. Dessas, a maioria pontifica em concelhos do interior, que obrigam a deslocações maiores para visitar os adversários. E é aqui que se abre a porta ao Lourinhanense. Não havendo 96 equipas, a FPF convidará, por ordem, os segundos classificados das divisões distritais. Começa pela AF Porto, a associação mais representada em termos de clubes, e aí nem será o segundo classificado mas sim o primeiro de uma das séries – é em duas que a AF Porto divide o seu Pró-Nacional, ideia que, posso dizer aqui, a AF Lisboa pretende imitar. Ora o Salgueiros já festejou a subida, o Tirsense pode preparar os foguetes. Depois, e logo depois, vem a AF Lisboa. O segundo classificado? Lourinhanense, pois claro. Continuemos, portanto, à espera dos desenvolvimentos, a aguardar datas para arranque da prova porque só aí, na altura das inscrições, surgirão as desistências e posterior convite ao Lourinhanense para assumir uma vaga. Até lá, resta-nos aguardar e, ao clube, tentar manter o cenário atual – porque é muito bom. Temos um presidente que já vai ficar na história e bem o merece e temos um treinador que, sei eu, irá manter-se para, numa divisão nacional, continuar a mostrar aquele bom futebol a que nos habituou e, numa montra maior, mostrar o bem que se tem formado naquele clube, sobretudo depois de, finalmente, serem melhoradas as condições físicas da formação.



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