FIQUE EM CASA COM... VERA GOMES

"TRABALHAMOS POR AMOR À CAMISOLA"

Quais as principais alterações que esta pandemia trouxe à sua rotina diária?

- As alterações foram que basicamente o dia a dia passou a ser farmácia-casa, casa-farmácia. Eu que adoro passear, transtornou-me um pouco, principalmente por não poder passear e não poder comunicar de uma forma mais afetiva com as pessoas. Provavelmente esta última terá sido a mais difícil, visto que sou muito de beijinhos, abraços e pequenos gestos.


De que forma encara uma calamidade desta natureza?

- Essencialmente encaro de forma natural mas preocupada com o futuro, sendo uma pessoa informada e trabalhando na área, já previa que um dia iria acontecer. O mundo não aguenta com a exploração de recursos que está a acontecer. E um pouco por isso é que vamos vivendo estas calamidades. Penso que agora é o momento para acordarmos, para tratarmos melhor o mundo e o que ele nos dá e principalmente percebermos que não precisamos de coisas superficiais para viver.


Concorda com as medidas que têm vindo a ser tomadas pelo Estado português no combate à propagação do virus?

- Sim, concordo bastante. Fiquei surpreendida com a sua actuação precoce, e devido a tal não chegamos a um ponto de rutura como outros países. São estes momentos que pôem à prova os chefes de estado, e penso que foram superados.

Acho é que deveria existir mais educação ambiental e de medidas de prevenção principalmente na saúde, desde os 0 aos 100 anos.


Está apreensiva em relação ao futuro em termos socioeconómicos?

- Sim, um pouco, todos sabemos que não vão ser fáceis os tempos que se aproximam. Mas acho que de um modo "à portuguesa" vamos superar, como já superamos.

E tal como dizia em cima, possivelmente vamos aprender a viver de uma maneira mais racional, mais contida, com o essencial.


Como está a ser o dia à dia na Farmácia de Ribamar?

- Agora já está mais calmo, mas inicialmente foi conturbado, muito trabalho, muito nervosismo tanto da nossa parte como dos nossos utentes, era tudo muito incerto, e sem grandes guide-lines nos procedimentos. Porém nunca descuramos na nossa protecção e dos nossos utentes, principalmente na higienização. Tentamos sempre manter a calma e transmiti-la aos utentes, tentando sempre tirar dúvidas e elucidar todos o que estamos a pensar de um modo mais "suave".


Quais as principais alterações que adotaram no atendimento aos utentes?

- Principalmente limitando o número de utentes dentro do estabelecimento, mantendo sempre as distâncias de segurança. Criamos processos de higienização reforçados, desde a parte da frente onde se encontram os utentes até ao back-office onde entram os fornecedores. Dividimo-nos em equipas, para que não existisse um possível contágio entre colegas, para mantermos a farmácia sempre aberta e disponível aos nossos utentes, que era o fundamental. 


São uma Farmácia referência no concelho da Lourinhã. Que mensagem deixa aos vossos utentes?

- Muita força, coragem, mantenham as distâncias de segurança, os processos de higienização sem descurar com o avançar do tempo e a diminuição de casos, pode sempre haver um retrocesso se descurarmos no essencial. 

Relembrar que nós Farmácia Ribamar estamos sempre cá para tudo o que os nosso utentes precisarem. 

E em nome de todos os farmacêuticos, nunca abandonaremos o nosso posto, existe uma luz ligada, que pode ajudar em tudo o que as pessoas precisarem. Trabalhamos por amor à camisola, por gosto no que fazemos e principalmente por empatia e preocupação na melhoria do bem estar de todas as pessoas, daí escolhermos ser profissionais de saúde.



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