FIQUE EM CASA COM... SÉRGIO LOPES

"FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES!"

Face ao atual cenário de estado de emerg­ência. Como é o teu dia à dia?

- Depois de três semanas de isolamento social, apenas com saídas para resolver situações pontuais na rádio e idas às compras, regressei quase que à "normalidade". Voltei à rádio das 08:00 às 18:00 para começar a repensar o projeto, introduzir novos conteúdos, focar-nos mais no online, mas sempre com as precauções necessárias e evitando o contacto social desnecessário. É óbvio que não estão a ser dias normais, mas psicologicamente sinto-me ativo e a preparar-me gradualmente para uma possível abertura com muitas restrições após o dia 3 de Maio.

Como encaras esta ca­lamidade transversal a todo o mundo?

- Encaro com muita apreensão a vários níveis. Desde logo em termos de saúde pública e o que vai obrigatoriamente mudar daqui para a frente! Depois em termos económicos, com as dificuldades que já se sentem e que devem manter-se por muitos meses. Finalmente em termos sociais...somos um povo que se saúda que se cumprimenta que se junta à mesa para conviver, e estou em crer que tão depressa não vamos ter esse prazer. Todas as gerações vivem algum tipo de privação e/ou calamidade, o Covid-19 vai marcar para sempre esta e as gerações futuras não tenho dúvidas.


Estás otimista rela­tivamente ao futuro pós-pandemia?

- O futuro tem sempre de ser encarado com otimismo. É o desconhecido é o dia de amanhã, que ainda não aconteceu, logo temos de em primeiro lugar olhar para o amanhã com esperança, para que seja possível concretizar os nossos objetivos. Se vamos olhar para o amanhã logo com desconfiança dificilmente daí virão coisas boas! Como otimista por natureza quero que esse futuro comece depressa para traçar o caminho que nos possa levar a alcançar a felicidade que anda tão arredada por estes dias e que deu lugar a alguma insatisfação.

Falando agora sobre a tua carreira. Escr­eveste num artigo que o jornalismo é a tua paixão. Com a tua voz ímpar e com a competência que possu­is porque é que nessa área te fixaste se­mpre em Torres Vedra­s?

- Sair de Torres Vedras nunca foi um objetivo! Desde sempre as minhas áreas de intervenção foram bem díspares. Se por um lado o jornalismo era uma paixão, os eventos bem cedo tomaram conta de mim, e do jornalismo com crónicas desportivas passei rapidamente para a animação que me levou para outros caminhos. Não fui nunca jornalista "com carteira", porque aos 20 anos já organizava os meus eventos e não eram atividades compatíveis. Entre ser jornalista toda a vida e "perder" a magia do "fazer acontecer", a opção foi fácil. E entretanto já passaram 25 anos dessa decisão...

És um reconhecido pro­dutor / organizador de eventos. Qual o que te deu mais gosto levar a cabo?

- Todos são muito importantes para o nosso crescimento. Criar eventos de raiz ou desenvolver um projeto único para uma empresa ou produto, são desafiantes e dão a bagagem para quando só produzes um conteúdo desenvolvido por outros. Não há nenhum que não me tenha dado prazer, mas há muitos que deixam lembranças para sempre... sem ordem de preferência, os Novos Talentos, o Festival das Vindimas, o Carnaval de Torres, Albufeira Carpe Nox, Rock in Rio, Gala da Física ou da Extincêndios...mas acima de tudo o melhor dos eventos são as pessoas, as que produzem, que montam, que atuam, que fazem parte da "máquina" e claro que o maior prazer é o sorriso de quem disfruta do que preparamos!

Tu e o Rui Veloso fo­rmam uma dupla incrí­vel. Conta-nos como é que surgiu a ideia do projeto ON FM...

Há dois momentos neste processo...há um momento que é simplesmente um desafio para ver qual era a resposta do Rui, isto porque eu não consigo estar parado e necessito de objetivos para concretizar, e estava num momento em que sentia que não havia muito mais a fazer no projeto onde estava, e depois há o momento da concretização quase um ano depois. Foi bem pensado, amadurecido, sabendo quais os riscos, mas também o caminho a seguir primeiro para concretizar o projeto, depois para o tornar auto-suficiente. Hoje, 11 meses depois da primeira emissão podemos dizer que apostamos no "cavalo certo" e temos uma rádio, a primeira visual rádio do país, com números que nos enchem de orgulho em termos de ouvintes, seguidores, e visitas diárias ao nosso website. Para quem não conhece fica aqui o convite... www.onfm.pt


Desde muito novo que colaboraste e bem na rádio e na imprensa escrita regional. Ainda bastante jovem foste Diretor da Ra­dioeste. Que comentá­rio fazes à atual re­alidade da comunicaç­ão social em Torres Vedras?

- Torres Vedras pode e deve sentir-se orgulhosa pelos projetos que tem. Independentes, com características que definem claramente o tipo de produto e target a quem se destinam, com respeito pelo espaço que cada um vai escolhendo para se posicionar, e todos com um propósito comum de informar as populações. Espero e desejo que o trabalho que todos os órgãos têm vindo a desenvolver, continue por muitos anos, com inovação, informação, proximidade e reconhecimento por parte da população da sua importância.


És um orador de exce­lência. Para termina­rmos esta entrevista em beleza pedia-te que deixasses uma me­nsagem para os nossos leitores...

- Uma mensagem simples e rápida, "Façam o favor de ser felizes!"



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