FIQUE EM CASA COM... PAULA BRILHANTE

"PREOCUPA-ME QUE AS PESSOAS VIVAM EM 'PÂNICO' "

Como tem sido o teu dia a dia durante estes tempos de pandemia?

- Sinceramente muito normal e parado, tenho trabalhado, e adiantado muitas coisas para a empresa onde estou, para quando tudo voltar à normalidade, não ficar enterrada em trabalho. Tenho tentado aproveitar para ler alguns livros e ver algumas séries, agora que há mais tempo. Continuo a treinar, não basquetebol, porque é impossível, mas trabalho físico, e muitas corridas e caminhadas, tenho a sorte de viver numa zona com serra e por isso facilita para uns bons passeios. Tirando isso é o trabalho normal do dia a dia.



De que forma encaras a calamidade que se vive transversalmente ao mundo inteiro?

- Não encaro isto como o fim do mundo, acho sinceramente que é uma fase, e que com os cuidados certos podemos todos viver normalmente. A verdade, é que ninguém quer ficar “doente” com o vírus, e eu também não. Mas recuso-me a viver com o pensamento no vírus a todos os minutos do meu dia, por isso tento ter uma vida normal e respeitar todas as regras e normas necessárias. Mas acredito que será uma fase menos boa, e que só podemos aproveitar para retirar as coisas boas que de certeza houveram face a tudo o que se tem passado. E dar valor ao que realmente gostamos de fazer, e de como gostamos de viver.

O que mais te preocupa face à situação que estamos a atravessar?

- A situação em si é preocupante pelos impactos menos bons que pode ter, nas pessoas, na forma de convívio, na economia, no emprego, em tudo e já sabemos todos isso e não podemos negar que haverão com certeza mudanças. Mas sinceramente o que me preocupa é que as pessoas comecem a viver com medo, medo do vírus, medo de fazer as coisas que sempre fizeram, que vivam em “pânico”. Por isso espero mesmo que a normalidade a que estamos acostumados volte, mesmo que seja devagar.


Qual a primeira coisa que queres fazer quando for possível voltar à vida normal?

- Quero muito treinar. Tenho mesmo vontade e saudades de treinar, de estar com a minha equipa. E até do meu treinador, que muitas vezes leva com o meu mau feitio. Por isso, quanto mais depressa voltarmos à normalidade melhor.

Falando agora de basquetebol... que balanço fazes da última temporada?

- Bem a última época a nível pessoal foi positiva, senti-me muito bem fisicamente, e isso refletiu-se no jogo e no contributo para a equipa. A nível de competição, acredito que temos uma equipa para dar muito mais do que deu, tivemos jogos “mal perdidos”, e momentos menos bons. O que não fez da época uma época má, porque houve outras coisas que conseguimos conquistar enquanto equipa, aqueles momentos que todas as equipas precisam e ganham um certo companheirismo, união, espirito de grupo. Tivemos também novas atletas a jogar em sub 19 e seniores ao mesmo tempo, e isso só mostrou o espírito de sacrifício que a nossa equipa tem. Por isso mesmo, temos muitas qualidades que na última temporada vieram ao de cima, e por isso considero sobretudo uma época enriquecedora a nível pessoal e de equipa. Enquanto treinadora adjunta, muitas aprendizagens sem dúvida, que fazem com que queira continuar o meu trabalho na modalidade e sobretudo na Física, que acredito que tem um potencial enorme na modalidade e um contributo positivo na formação desportiva de muitos miúdos.


Quais os objetivos que tens na modalidade?

- Enquanto jogadora, gostava mesmo muito de que a equipa conseguisse disputar a subida à 1ª divisão, e o que vier a mais é sempre positivo. Enquanto treinadora e adepta da modalidade, quero muito que o basquetebol cresça, acho que ainda temos que crescer principalmente a nível feminino. Ter mais equipas, ter pelo menos um escalão de cada sexo no clube também é um dos objetivos.


Qual o momento que mais te marcou até agora enquanto jogadora?

- Tenho muitos momentos que me marcaram, e não consigo destacar o que mais me marcou, todos os momentos foram importantes à sua maneira e marcaram-me porque fizeram com que não deixasse de jogar basquetebol.

Mas os bons momentos obviamente, quando jogamos com equipas “teoricamente mais fortes” e onde conseguimos mostrar que nos conseguimos superar enquanto equipa e superar a equipa adversária. Esses momentos marcam-nos e fazem-nos continuar a jogar e aproveitar ainda mais o jogo.


Tens uma irmã gémea que também praticou a modalidade... nunca trocaste de papel com ela nalgum jogo? Tens alguma história engraçada que envolva as duas?

- Apesar de muita gente dizer que somos iguais, a verdade é que não acho, deve ser opinião de gémeos. Mas ela só jogou duas épocas, por isso acho que nunca deu para fazer essas trocas, até porque, provavelmente por estratégia, nunca jogámos no mesmo cinco. Mas histórias engraçadas há sempre algumas. Há sempre aquelas trocas quando não estamos juntas e nos confundem, mas isso acho que já é o dia a dia dos irmãos gémeos, é uma questão de hábito!


Que palavra deixas aos nossos leitores?

- Primeiro quero agradecer à minha equipa e treinadores por mais uma época muito boa em todos os sentidos. E agradecer aos meus colegas treinadores e à coordenação do basquetebol, a todos que ajudaram, seccionistas, pais de atletas, porque todo o trabalho que se faz numa época e nos treinos e fora deles torna-nos num clube “melhor”, e que quer realmente que a modalidade também o seja.

Aos leitores, que se mantenham positivos e rapidamente vamos voltar à normalidade e

ultrapassar esta fase.


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