FIQUE EM CASA COM... MARCO ARMÉS

"É COMO APANHAR CARACÓIS"



O que é que a pandemia alterou na tua vida social e familiar?

- Ó pá... Tudo.

Felizmente eu consigo estar a trabalhar em casa, tal como a minha namorada.

Mas alterou toda a rotina. Já não tenho de apanhar o 27 quando chove.

E pronto, aprendi que se diz "oceânia" em vez de "oceania"....

Sinais do tempo.

Tocar bateria só nos sonhos.

Mas tenho guitarras, caçarolas, frascos de arroz e malta que me atura.

Tenho ouvido muita música. Ouvimos muitos discos por dia.

Como estás a encarar esta calamidade?

- Qual calamidade?!

Olha, em calamidade está a humanidade há muito!

Mas encaro esta situação com tranquilidade e apreensão.

Não vejo bons tempos.

Mas a isso já cá andamos há muito.... é como apanhar caracóis.

Qual a tua maior preocupação em relação ao futuro?

- Sabes, o futuro nunca me preocupou, propriamente.

O futuro é apenas a projecção do teu hoje.

Programa o que pretendes e terás o resultado. Pode aparecer um ou outro troca tintas pelo meio, e aí percebes que fizeste mal as contas.

Mas, temo. Temo pelas minhas filhas. Temo pelo filho da minha namorada...

Preocupa-me o facto de achar que são tão protegidos (ainda bem por um lado) que não consigam ter força, quando ela for precisa...

Sentes mais saudades de dar um concerto no Capitólio ou ver um jogo do Benfica?

 - Ó pá, sem dúvida de ver o meu Benfica!

Sentir aquele estádio, pá...

Logo eu que sou sou o "Eusébio dos wc", cada vez que lá vou o Benfica marca uma batata!!!


Em teu entender, como vai ser o futuro da música à escala mundial?

- Uiuiuiui

Esta questão é muito muito complicada...

Temos de repensar tudo. Ou voltar a pensar todos no mesmo.

Tenho uma certeza, ninguém deste meio te daria uma resposta concreta.

Estamos na 'merd.' !

Olhando à tua carreira musical, como é que estavam as coisas antes do estado de emergência?

- Olhando a quê? (Risos)

Estava tudo a correr bem, tínhamos uns bons concertos marcados. Mas pronto, somos fadados ao prejuízo.


Quais as novidades que nos podes adiantar de projectos futuros?

- Estamos em gravações, ficou tudo parado agora, mas temos feito 'cenas' para lançar on-line, todos modernos.

Onze discos editados enquanto baterista! É preciso ter muita 'força de braços'... 

- São onze lançamentos. Não me aquece nem me arrefece..

Chegar a um palco, para lançar um disco, é uma 'cena' mágica.

Seja uma ou duzentas vezes!

É como marcar um golo com o Manto Sagrado. 


A Feromona marcou uma época no rock português... Na celebração do décimo aniversário do primeiro álbum regressaram ao Capitólio. Podemos ter esperanças de um dia vos voltar a ver actuar numa sala carismática ou num festival?

- Não. Em nenhum evento.


Que palavras deixas aos fãs?

- Fãs?!

Deixo um enorme OBRIGADO a TODOS os que me acompanharam até aqui.


E a todos os nossos leitores?

- Ah, agora sim!

Espero que com o teu esforço e a colaboração de todos este projecto, esta revista, ganhe a dimensão que realmente merece.

Transtorna-me quando a competência não é reconhecida.

Continua firme, Duarte.

Muito OBRIGADO pelo convite.

Bem hajas!


113 visualizações

+351 917 777 418

  • White Facebook Icon

Segue-nos

Bairro Filomena, N° 7 B - 2530-806 Vimeiro