FIQUE EM CASA COM... BIA "PIZZA"

"SEI QUE NOS SAFAMOS DESTA SE RESPEITARMOS AS REGRAS"


O que é que esta pandemia alterou no teu dia a dia?

- Sou pessoa que gosta de estar em casa, por isso posso dizer que alterou pouco. Antes tinha aulas de manhã e depois voltava para casa e só saia para ir treinar.

O que mais alterou na minha vida foi já não puder jogar nem ver jogos de basquetebol ou até de outros desportos. Sou fascinada por desporto e sinto muita falta da adrenalina que isso me dá.


Como encaras a calamidade que a sociedade está atualmente a viver?

- Com calma e paciência. Sei que nos safamos desta se respeitarmos todas as regras, agora cabe a todos nós respeitá-las.

De que forma olhas para o futuro em termos socioeconómicos?

- De momento, todos sabemos o mau estado que a economia do nosso país e do mundo está a passar e que não vai ser fácil voltar à normalidade. Nos próximos dois/três anos não acredito que consigamos voltar ao normal. Estudo Gestão e na aula de economia falamos muito disso, mas falamos também que com calma e persistência conseguimos recuperar tudo o que perdemos.


Se durante 24h pudesses voltar à vida normal... que fazias?

- Fazia um churrasco com a malta, dava um mergulho na praia e juntava-me com a minha equipa para fazermos vários jogos.


Virando a nossa conversa para o basquetebol, fala-nos um pouco da tua prestação nesta época que acabou mais cedo do que o esperado...

- Esta época tínhamos o objetivo de chegar à final8 para termos acesso à taça Nacional, mas não conseguimos concretizá-lo. Ficámos a um/dois pontos desse mesmo objetivo, mas costumo dizer que é assim que nos tornamos mais fortes para o ano seguinte.

Em relação às seniores, tivemos altos e baixos como os anos passados, mas sei que um dia iremos conseguir algo mais que isto com o esforço e dedicação que temos.


Chegaste a fazer várias vezes três jogos por fim de semana. Como geres esse esforço?

- Ao início custou-me um pouco na verdade, mas depois habituei-me. Acho que esta época houve três/quatro fins-de-semana assim, mas era algo que estávamos preparadas porque eu e muitas das minhas colegas (sub 19) jogamos pelas seniores, então já estávamos habituadas a jogar duas vezes por semana.

A época passada custou-nos mais porque conseguimos chegar à Taça Nacional então tínhamos de fazer viagens mais longa como Algarve, Leiria, etc, e aí o desgaste era maior.

Foi algo que me habituei bastante bem porque é algo que me dá bastante satisfação e prazer de fazer.


Que metas pretendes alcançar no basquetebol?

- O meu objetivo principal foi sempre um dia ser campeã nacional, mas ao longo do tempo tenho vindo a reduzir as minhas metas como jogadora e a focar-me mais no trabalho de ser treinadora.

Tenho esse objetivo desde 2018 e espero que para o ano consiga tirar o curso para ensinar e mostrar aos mais novos este desporto incrível.


Conta-nos porque é que no seio da equipa te chamam Bia "Pizza"...

- Essa alcunha “nasceu” o ano passado devido ao facto de sermos quatro Beatriz’s na equipa, então as minhas colegas tiveram a bela ideia de me tratarem pizza devido ao meu pai ter uma pizzaria. No início, riamos bastante quando alguém me chamava isso, mas agora é como se fosse um nome como os outros. (risos)

Que palavra deixas aos adeptos do basquetebol da Física de Torres?

- Obrigada. É a palavra para descrever o esforço que fazem quando se deslocam à Física só para ver, quer seja um jogo da minha equipa, quer seja de outro escalão. Sabendo que em Torres Vedras existe muitas poucas pessoas interessadas no basquetebol, todos nós ficamos bastante contentes por sabermos que existe pessoas que nos apoiam.

Espero que o continuem a fazê-lo mesmo depois desta pandemia passar, pois, são muito importantes para nós.

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