FIQUE EM CASA COM... ANA SOFIA PEREIRA

"AS PESSOAS VÃO DAR MAIS VALOR AO QUE REALMENTE IMPORTA"



Que mudanças é que a calamidade que atravessamos trouxe ao seu dia a dia? - A calamidade veio alterar um pouco a rotina diária. O horário passou a estar condicionado das 10 às 17 horas. Passou a haver um controle constante de higiene: as pessoas deixaram de ter acesso a toda a loja, ficando redimensionadas ao balcão, com limpeza constante com álcool e tomilho, máscaras e luvas. Deixei de efectuar consultas. Actualmente, como as coisas já estão mais controladas, passei ao horário normal, mas com os restantes cuidados. Já recomecei as consultas de fitoterapia naturopática e homeopatia. Como as outras necessitam de toque no paciente, optei por aguardar mais um pouco. Como é que está a encarar esta pandemia? - Para mim, esta pandemia é uma tomada de consciência. As pessoas esqueceram-se que estão ligadas à terra. Este vírus chama-nos à atenção do que é prioritário e do que é acessório. Nós esquecemos de proteger o sistema imunitário. Comemos o que nos faz mal, vivemos com stress diário, esquecendo de respeitar os limites do corpo. Cansamos as nossas células e esquecemos de que o nosso organismo é um ser vivo que precisa de cuidados diários, não só de higiene, mas também de alimentação cuidada, exercício físico e mental. Porquê que houve médicos em Itália a morrerem? Porque além de serem contaminados, o corpo estava extenuado após horas seguidas a trabalhar, sem descanso e sem vitalidade, por falta de alimentação correcta e de prevenção. Na sua opinião, têm sido assertivas as medidas tomadas pelo Estado português, até ao momento, no combate à propagação do virus? - O estado português atuou na hora certa. Mas ficou a faltar algo: esqueceu-se de ouvir a opinião dos terapeutas das medicinas não convencionais. Todos, em conjunto, poderíamos ter evitado, mais ainda, a sintomatologia. A Medicina Natural poderia dar um contributo de formação e prevenção em termos alimentares e preventivos. Porquê que houve senhoras de longa idade, em Itália, que sobreviveram após contágio e doença? Porque se alimentavam com os produtos das suas hortas, viviam respeitando o seu ritmo diário e tinham um bom sistema imunitário. Perguntem-lhes como e elas poderiam dar uma lição ao mundo. Qual a sua visão relativamente ao futuro em termos socioeconómicos? - Em termos socioeconómicos o mundo nunca mais vai ser o mesmo. Espero que aprendamos com os nossos erros e evitemos tudo o que nos faz mal. Pensemos que antes de gastar dinheiro em armas, em drogas, etc., se calhar, é mais prioritário as pessoas, a sua saúde, o seu equilíbrio, a sua honestidade num trabalho honrado. Penso que a partir de agora, as pessoas vão dar mais valor ao que realmente importa: saúde, família, trabalho honesto.  De que sente mais saudades na atualidade? - Eu sinto saudades de poder falar livremente com as pessoas, de viajar e conhecer novos locais, fazer o meu yoga em grupo, passear sem restrições, embora, como viva no campo, consiga fazer as minhas passeatas locais. Uma das vantagens desta pandemia é que tomei consciência do que realmente me interessa e que não sinto saudades. Entrei dentro de mim e percebi que a natureza é quem manda e, se quero ser feliz e equilibrada, tenho de aprender a respeitá-la e auxiliá-la fazendo a minha parte. Como está a ser o dia a dia na Saúde Natura? - O meu dia a dia na Saúde Natura está a ser praticamente igual tirando o não efetuar consultas. Continuo a falar com as pessoas, a aconselhá-las, a escutá-las. Vêm menos pessoas, mas demoram mais tempo, porque precisam de conversar. Ou seja, há menos quantidade e mais qualidade. Saúde Natura sendo uma referência no concelho de Torres Vedras e não só. Perante o momento que vivemos, que conselhos deixa aos vossos Clientes e Amigos? - O meu conselho para a população é que nada é por acaso. A humanidade estava a tornar-se cada vez menos humana e fraterna. Foi necessário surgir um vírus para pararmos e pensarmos como somos pequeninos e que o dinheiro não paga tudo. Espero que tenhamos aprendido a lição e que não a esqueçamos. Sejamos mais SERES e não TERES. Alimentemos-nos como deve ser, respiremos um ar puro, aproveitemos como se fosse o último dia, dando valor ao que nos rodeia e não às coisas que não necessitamos. Protejamos-nos com um corpo são e uma mente sã para que a doença seja afastada com sucesso. Senão, acredito que será necessário um novo vírus para nos ensinar de vez o que realmente importa.  E uma mensagem a todos os nossos leitores que ainda não conhecem a Saúde Natura? A Saúde Natura defende a vida, o equilíbrio e a saúde, sem preconceitos, religiões ou castas. Nós praticamos uma naturopatia equilibrada, sem radicalismos, respeitando a liberdade e vontade de cada um. Estamos cá para auxiliar, esclarecer, escutar, aconselhar. Como já disse anteriormente, o equilíbrio faz-se com uma mente sã num corpo são. Tentamos ir à origem do seu problema e dar uma solução viável e possível. As doenças são consequências de erros e desequilíbrios. Auxiliamos a que cada um reconheça os seus e contribuímos para a mudança. Se você não pensar em si e não trabalhar para si, ninguém o fará. Sinta-se bem consigo próprio. E a sua Saúde Natura estará sempre aqui para si e para os seus.



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