Entrevista a André Anastácio

<<Vim para o Brasil para continuar a crescer>>

O técnico lourinhanense aos 40 anos embarcou numa nova aventura para 'continuar a crescer e conhecer outras realidades'. Depois da experiência nos Emirados Árabes Unidos, André Anastácio fala-nos agora do que está a viver no Brasil. Em entrevista exclusiva à revista 'Amor à Camisola'. O que é que o motivou a ir para o Brasil? - A experiência e a aprendizagem, continuar a crescer e conhecer outras realidades. Fale-nos um pouco do seu novo projeto. - O Tigres está na série B2 e disputa o acesso de subida que se realiza num campeonato a oito equipas apenas, é um tiro curto como eles falam aqui.



Como está a ser a sua adaptação? - Muito calor, mas já tinha esse hábito quando estive nos Emirados. De resto tudo bem, apenas algo difícil para dormir mas vai melhorando dia após dia, vivemos longe da cidade no meio do mato como eles dizem aqui, a cidade mais perto fica a 5Kms. Hoje fizemos o teste do Covid19 e sexta-feira jogamos em casa pelas 15h. Quais são os principais objetivos que pretende atingir nesta nova aventura? - Ganhar currículo, fazer um bom trabalho para que possa continuar a alimentar o sonho de viver única e exclusivamente do Futebol.

Não é a sua primeira experiência fora do nosso país, sente que falta oportunidades em Portugal para os jovens treinadores? - Isso não é uma ciência exata, o José Mourinho estava desatualizado e agora está de novo na moda. Há muitos mais novos que eu que estão a trabalhar, acredito que a minha oportunidade também vai chegar no momento certo. Foi nesse sentido que decidi dar este passo em frente na minha carreira, um passo arriscado para muitos, inclusive para a minha família, mas que achei ser necessário. Do que sente mais falta, além da família, quando está a trabalhar longe do seu país? - Sinto falta de tudo. Mas sobretudo das minhas filhas, da minha esposa, dos meus pais e dos meus sogros com quem privei quase diariamente desde março. E de um copo de vinho e pão na mesa... Tem em mente regressar rapidamente a Portugal? É por aqui que gostaria de fazer carreira enquanto treinador de futebol? - Sim, tenho. Os campeonatos aqui no Brasil terminam no início de janeiro. Esse é o meu desejo. Já me sinto um cidadão do mundo, mas tenho uma família para cuidar e que precisa do meu apoio por perto. Este passo vai ser importante para chegar a esse objetivo.

Texto: Duarte Nuno Gomes Fotos: Direitos Reservados

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