DO DISTRITAL À LIGA PLACARD EM APENAS QUATRO ANOS

Em Julho de 2018 a direção do SCU Torreense apresentou a criação de uma nova modalidade no clube: o futsal. Segundo o presidente, Mário Miranda, o objetivo era subir de divisão já na primeira temporada e chegar aos campeonatos nacionais. Metas alcançadas totalmente, já que nesse primeiro ano, época 2918/2019, a equipa competiu na 1ª Divisão Distrital, segundo e último escalão da AFL, uma vez que havia acima a Divisão de Honra.

Nesse primeiro ano a equipa subiu logo ao escalão superior, que passou a designar-se de 1ª Divisão Distrital, desaparecendo a Divisão de Honra e sendo criada a 2ª Divisão. Ou seja, o nome da prova era o mesmo mas na prática passou de segundo para primeiro escalão distrital.

Em 2019/2020 o Torreense venceu a 1ª Divisão Distrital mas num campeonato que ficou interrompido devido ao aparecimento da pandemia de Covid-19. Como líder, embora apenas com 20 jornadas disputadas das 30 previstas, o clube subiu à 2ª Divisão Nacional. Em dois anos o objetivo de chegar aos campeonatos nacionais foi cumprido, tal como tinha sido prometido.



A equipa técnica era constituída por Rogério Mateus (treinador), Jerónimo Mateus (treinador adjunto), Nélson Liberato (preparador físico) e Ricardo Silva “Bolas” (treinador de guarda-redes). Na época seguinte, contudo, o treinador principal passou a ser Carlos Cruz.

Uma vez que o Torreense não tem pavilhão desportivo, o local dos jogos ainda não estava definido no início, mas era assegurado que seriam realizados na cidade de Torres Vedras. E assim foi. Começou por ser utilizado o pavilhão da Escola de S. Gonçalo, mas cedo se percebeu que o recinto era pequeno para a quantidade de público que pretendia assistir aos jogos. Então o Torreense acordou com a outra associação torriense para usar o seu pavilhão, a Associação de Educação Física e Desportiva de Torres Vedras.

Na época 2020/2021, em plena pandemia, os jogos decorreram à porta fechada. Na 2ª Divisão Nacional, o Torreense ficou em segundo lugar na Série F da primeira fase da competição, disputada a uma volta. Passou à segunda fase, de acesso à fase de apuramento de campeão, na Série 5, com apenas quatro equipas, e venceu esse mini-campeonato, também a uma volta, só com vitórias.

Chegou então à terceira fase, de apuramento de campeão, com oito equipas em jogos a eliminar. As duas finalistas subiriam à 1ª Divisão Nacional, designada de Liga Placard. Nesta fase as coisas já não correram tão bem no início para o Torreense, mas acabaram por ter um final feliz. Isto porque o conjunto de Torres Vedras foi eliminado nos quartos-de-final pelo Nun’Alvares, nas grandes penalidades após empate a três golos. O Nun’Alvares viria a ser também eliminado nas meias-finais. Acontece que as duas equipas finalistas, Ladoeiro (campeão da 2ª Divisão) e Amarense, não tinham certificados de formação. Foram então repescados o Nun’Alvares e o Torreense.

É assim que o Torreense chega esta época, apenas a quarta na história do futsal do clube, ao escalão máximo nacional. Com a liderança de um novo treinador, Mário Silva, a equipa reforçou o plantel e os resultados não estão a ser os mais positivos, mas o objetivo é a manutenção e ainda há muito para jogar.

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