CHEGAR, VER E VENCER: FÁBIO SANTOS TOTALISTA NA LIGA 3 TRAVADO SÓ POR LESÃO



Natural de Marteleira (Lourinhã), foi no Lourinhanense que fez grande parte da sua formação, tendo no último ano (2008/09) representado o Torreense no escalão maior na categoria júnior.


Ainda, voltou à Lourinhã (emprestado), em 2011/12, sendo determinante para a subida à então terceira divisão nacional. A época de eleição fez com que regressasse ao Manuel Marques e com um estatuto diferente. Uma aposta clara no 'onze' deu-lhe a possibilidade de mostrar todo o seu valor e projectar ainda mais a sua carreira.


Face ao desinvestimento no ciclo Joaquim Carlos, rumou a outras paragens com projectos de subida às ligas profissionais: Fátima e Benfica Castelo Branco.


A mudança na presidência da SAD torriense, trouxe de volta a casa, em 2015, o jogador mais acarinhado pelos adeptos desde que Pedro Canoa pendurou as chuteiras. Foi lá que passou as quatro épocas seguintes, tendo atuado em 124 encontros (todos a titular) e apontado sete golos no Campeonato de Portugal entre 2015 e 2019, ajudando o emblema de Torres Vedras a chegar à fase de promoção e aos oitavos de final da Taça de Portugal em 2016/17.


Tudo mudou no sobejamente conhecido 'Verão quente do Manuel Marques', em 2019. Uma saída que deixou os torrienses tristes por perderem o seu capitão, o jogador que personificava a mística torriense... de uma forma estranha que, ainda hoje, está por esclarecer aos olhos de muitos adeptos que continuam a criticar a sua saída.

Seguiu-se o Marinhense, mas ao fim de 18 jogos (todos a titular) no Campeonato de Portugal e uma bonita caminhada até aos oitavos de final da Taça de Portugal trocou a formação da Marinha Grande pelo Amora, tendo atuado em cinco partidas (sempre a titular) pelos amorenses até à paragem das competições devido à pandemia de coronavírus.


Já a temporada seguinte foi dividida entre Loures (sete jogos e um golo) e Olímpico Montijo (12 partidas).


Em 2021/22 o defesa polivalente, utilizado habitualmente no eixo ou à direita, está a jogar na recém-criada Liga 3 ao serviço do Cova da Piedade SAD, onde seguia como totalista até ao passado sábado, em que somente uma lesão travou o seu registo imaculado na atual temporada.


Fábio Santos em entrevista exclusiva à revista 'Amor à Camisola'.


Como surgiu o convite para jogar no Cova da Piedade?

Surgiu quando o Pedro Canoa assumiu o cargo de director desportivo do Cova da Piedade. Creio que, também, em sintonia com o mister Hugo Martins acharam que tinha o perfil certo para ajudar no projecto do Cova da Piedade. Num equipa 'transformada' para esta temporada, como é sobejamente conhecido, pegou de estaca. Podemos dizer que foi chegar, ver e vencer... É verdade que até ao momento tenho sido sempre opção e esperemos que assim continue.

Jogou todos os minutos de todas as partidas oficiais desta época até à lesão, em Alcochete, travar esta série no passado sábado. Sente que está a ser a sua melhor temporada? Comparativamente com outros anos, não creio que esteja a ser a minha melhor época, muito sinceramente. Em oito anos de Campeonato de Portugal (13/14 a 20/21), a par de Luís Paulo (guarda-redes do Caldas), é o terceiro jogador com mais jogos nesta competição. Qual a melhor memória que guarda do chamado campeonato das oportunidades? Mais do que momentos, guardo pessoas. Conheci pessoas incríveis que me ajudaram a crescer tanto profissionalmente como a nível pessoal. Não lhe parece injusto um jogador com o seu registo, ainda, não ter tido uma oportunidade numa liga profissional? Não sei se é injusto ou não, a verdade é que essa oportunidade nunca surgiu e com o passar dos anos vamos sonhando de maneira diferente. Jogar na Liga 3 é um 'salto' na sua carreira? Para ser sincero, dado o que tenho feito ao longo da minha carreira, não creio que seja um salto. A sua polivalência permite-lhe desempenhar e bem várias posições no setor defensivo. Qual o deixa mais confortável? Jogar como defesa central, sem dúvida. Aos 31 anos, quais as metas que visa ainda atingir enquanto futebolista profissional? Como disse anteriormente, vamos sonhando de maneira diferente e provavelmente chegar a uma liga profissional será muito difícil mas gostava de ter no meu currículo uma subida à segunda liga.


Texto: Duarte Gomes

Fotos: Direitos reservados

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