André Anastácio: "Do Sobreirense à Liga dos Campeões em 10 anos"



A cumprir a sua primeira época no comando técnico do Grupo Desportivo Sobreirense, André Anastácio, quando questionado sobre onde se imagina a treinar daqui a 10 anos respondeu: “Na Liga dos Campeões”.

O treinador que já viveu experiências nos Emirados Arábes Unidos e mais recentemente no Brasil, abraçou o novo projeto no Sobreiro Curvo de corpo e alma. Prometendo lutar pela subida à segunda divisão distrital da associação de futebol de Lisboa "até à última gota de suor".

Em entrevista, André Anastácio confessa-se ainda muito motivado no dia a dia e destaca a grandeza do clube bem como da sua claque: Força Azul. Em exclusivo à revista 'Amor à Camisola'.


Ser treinador é o passo seguinte da sua carreira de futebolista ou sempre teve essa vocação?

Acho que sempre tive vontade. Vocação não posso nem serei eu a falar, mas sim quem trabalha ou já trabalhou comigo.

Como surgiu o convite para treinar o Sobreirense?

Surgiu naturalmente como outros foram surgindo, a primeira abordagem foi antes de ir para o Brasil e depois quando voltei achei que era o momento de agarrar o barco e implementar algumas ideias.

Depois dum arranque de época prometedor. A que se deve a série de resultados menos positivos do Sobreirense?

São coisas normais do futebol, todas as equipas passam por isso, o Estoril é o exemplo mais recente. Nós que andamos nesta vida não controlamos tudo, há que saber lidar com as dores de crescimento e continuar focados nos nossos objetivos.

Qual o objetivo a atingir na atual temporada?

Queremos e vamos lutar até a última gota de suor pela subida de divisão.

O que o motiva a treinar no distrital?

A motivação é igual esteja em que patamar estiver. Mas sobretudo o que move é a fome de vitórias tanto no treino como no exame final, o jogo. Quero continuar a crescer no relacionamento com a minha equipa técnica, com os meus jogadores, com as pessoas do clube, e é sobretudo nesta envolvência pós pandemia e na paixão por este fenômeno mundial (futebol) que vou alimentando diariamente o meu sonho.

Além de clubes de topo do futebol nacional não profissional, também, já teve experiências nos Emirados Arábes Unidos e no Brasil. Que 'bebeu' dessa aprendizagem e põe em prática no presente?

Aprendi tanta coisa, coloco tudo em prática consoante a minha sensibilidade e adequada a cada momento (situação). O treinador português tem essa capacidade de se adaptar, e eu felizmente tive essa oportunidade de viver e sentir contextos diferentes, onde fui muito feliz e onde cresci como treinador e enquanto ser humano.

O seu projeto no Sobreirense é de curto prazo ou perspetiva ficar mais épocas?

Depende da vontade e da ambição de ambas as partes, as pessoas sabem o que eu pretendo e eu sei o esforço que eles fazem dia após dia para nos dar as melhores condições. Sou grato ao Sobreirense pela oportunidade, e a seu tempo analisaremos o que é melhor para 2022/23.

A minha vontade essa é e será sempre a mesma esteja onde estiver, vencer o jogo seguinte, seduzir tudo e todos à minha volta de forma a que o crescimento seja progressivo, sustentável e sempre o mais ambicioso possível.

Quem está de fora desconhece a grandeza do clube, das suas gentes e do seu passado, hoje em dia temos uma das maiores claques da zona oeste, ao nível duma Liga 3.


O presente é no Sobreirense... e daqui a 10 anos, onde se imagina a treinar?

Na Liga dos Campeões.

Para que isso aconteça há um longo caminho a percorrer, quero viver o aqui e agora. Sou treinador há muito pouco tempo, as oportunidades surgem quando menos se espera, resta-me controlar o que faço hoje para puder ser melhor amanhã, no futebol somos avaliados diariamente.

Dez anos é muito tempo, tudo muda tão depressa.


Texto: Duarte Gomes

Fotos: Direitos reservados



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