Superioridade Numérica

NUNO LOUREIRO

18 Abril, 2020

MOMENTOS DE JOGO: TRANSIÇÃO OFENSIVA Superioridade numérica, o nome da minha crónica, remete para os princípios fundamentais do jogo de futebol (abordados pelo professor Carlos Queiroz), que são três: recusar a inferioridade numérica, evitar a igualdade numérica e criar a superioridade numérica.

MOMENTOS DE JOGO: TRANSIÇÃO OFENSIVA Superioridade numérica, o nome da minha crónica, remete para os princípios fundamentais do jogo de futebol (abordados pelo professor Carlos Queiroz), que são três: recusar a inferioridade numérica, evitar a igualdade numérica e criar a superioridade numérica. Estes princípios representam o que as equipas procuram constantemente ao longo do jogo, pois estar em superioridade numérica (quer na fase defensiva, quer na ofensiva) significa ter melhores condições para atingir os objetivos de cada fase do jogo: recuperar a bola (defensiva) ou fazer golo (ofensiva). Ou seja, o nome da minha crónica pretende significar criar as condições para termos sucesso. No futebol, garantir sucesso é ter treino de qualidade, e na minha opinião isso inicia por perceber do jogo. O desafio lançado para a realização deste artigo, foi refletir sobre um momento do jogo e levar a discussão para a sua operacionalização. Não pretendo dar receitas, mas sim levar à reflexão, pelo que neste artigo vamos abordar o momento da transição ofensiva e apresentar dois exercícios, muito utilizados para treinar este momento do jogo, de modo a podermos pensar sobre a sua organização, os comportamentos pedidos e o que isso pode implicar no jogo. O jogo de futebol é constituído por quatro momentos dinâmicos, organização ofensiva (quando a equipa tem a posse de bola), transição defensiva (quando perde a bola), organização defensiva (quando a equipa não tem a posse de bola) e transição ofensiva (quando ganha a posse de bola); e dois momentos estáticos, as bolas paradas ofensivas e defensivas. Se estes são os momentos de jogo, o que cada equipa faz em cada um representa a sua ideia de jogo (ou modelo de jogo) e que advém diretamente do processo de treino, que por sua vez deve refletir as características dos seus jogadores e as ideias de jogo dos seus treinadores, ou seja assistimos cada vez mais, a uma maior especificidade do processo de treino (ou deveríamos assistir). Transição ofensiva sendo assim é o momento do jogo no qual a equipa transita da fase defensiva (quando não tem bola) para a fase ofensiva (quando já tem bola), e este momento é curto, são os segundos após o ganho da bola, a partir daí entramos no momento ofensivo. Isto para dizer, que não devemos confundir transição ofensiva com contra-ataque, o primeiro é um momento do jogo (muito curto) e o segundo é um método de jogo, embora estejam relacionados e sejam dependentes, não são a mesma coisa. Por norma definimos dois tipos de transição ofensiva, uma transição direta (quando queremos orientar o comportamento dos nossos jogadores na procura rápida da baliza adversária) e uma transição indireta (quando queremos valorizar a posse de bola e criar condições para atacar de modo mais organizado). Sendo assim no nosso treino, se queremos ser específicos no modo treinamos o momento de transição ofensiva,temos de saber exatamente o que pedir aos nossos jogadores o que fazer no momento em que ganhamos a bola e no modo como queremos estar em organização ofensiva. Para tal devemos ter em consideração as características dos nossos jogadores, a zona do campo, as condições como é recuperada, etc.., e depois temos de criar contextos de treino, que recriem o jogo e dar possibilidades de experienciar esses comportamentos. Vamos agora ver dois exercícios que vimos muitas vezes serem utilizados para treinar a transição ofensiva e pensar um pouco sobre os mesmos. Exercício 1: ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ Neste tipo de exercício que grandes preocupações devemos ter e quais as implicações/adaptações devemos ter em consideração? Eu penso que devemos pensar na direccionalidade do exercício e da implicação que pode ter nos comportamentos dos jogadores, na especificidade das funções dos jogadores, entre outros aspetos. E vocês? Exercício 2: ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ Não é necessário colocar a orgânica do exercício, pois penso ser percetível para todos. Neste exercício, é importante garantir condições para que a equipa em organização defensiva possa recuperar a bola e identificar os comportamentos que são pedidos após ganho da bola. O espaço e duração do exercício, bem como as tarefas dos jogadores são aspetos essenciais a definir pelo treinador. Que outros aspetos podemos falar? Em ambos os exercícios podemos treinar a transição ofensiva, embora os comportamentos a trabalhar sejam diferentes, pois a especificidade dos mesmos é diferente. Ser treinador é definir o que treinar, como treinar e quando o aplicar, em função do contexto (equipa) onde está inserido. O objetivo é este ser um ponto de partida, para se pensar acerca da transição ofensiva e definir o que queremos após o momento de ganho de bola e isso começa na construção dos nossos exercícios. PS – Os exercícios apresentados, foram retirados de um site (https://universidadedofutebol.com.br) e serviram apenas como exemplo ilustrativo.

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